- 18/11/2007 a 24/11/2007









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~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*. ..Higor, Meu filho, Minha Vida.. ~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.



~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*. ..By Cláudia Pit.. ~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.~.*.






Você acredita em Deus? ...Eu sim!

 

 

 

Quem quiser e tiver paciência de ler esse texto, não vai se arrepender... Sei que é longo, mas aqui está relatada, com algumas palavras, a vida vitoriosa de uma criança linda, educada e muito alegre.

É tendo o meu filho como exemplo que retiro forças sabe-se Deus da onde, para viver e ser feliz!

 

Conheça a história do Higor Felipe = “Filho famoso e defensor” – “aquele que veio para vencer desafios, gosta de animais e da natureza!”

 

Se eu não conhecesse o meu filho da maneira que conheço, diria que os significados dos nomes são bobagens... Que não passam de superstições, mas, quem conhece o Higor Felipe sabe muito bem que o significado não só é verdadeiro como também é a cara dele... Vou tentar explicar o por quê:

 

Depois de 4 gravidezes de risco onde perdi 3 bebês (2 deles com 8 1/2 meses de gestação) e consegui realizar o meu sonho de ser na 4ªgestação, não pensava em ter mais filhos tão rapidamente.

Mas por um capricho da natureza, quando o meu filho Matheus estava com 1 ano e meio, após passar alguns dias “enjoada” fui à médica e com os resultados de exames em mãos, recebi a notícia: Cláudia se prepara você está grávida!

 

Levei um susto!  Um misto de alegria, medo, felicidade e desespero invadiram-me por inteira. Não sabia se ria de alegria, ou se chorava de medo... Pois sabia do perigo que eu e o bebê estávamos correndo.

 

Passado o susto, começamos a comemorar... Tudo parecia normal, com 17 semanas fizemos um ultra-som tridimensional e descobrimos que eu esperava outro menino... Confesso que fiquei feliz, pois, já havia perdido 3 meninas e tinha medo do que pudesse acontecer novamente.

 

Quando completei 20 semanas de gestação, ou seja, por volta dos 4 meses, comecei a sentir dores estranhas e a médica (que hoje é nossa amiga) solicitou novos exames.

 

Estávamos dentro de um consultório luxuoso no ABC Paulista, o relógio marcava um pouco mais das 19horas quando o médico (após realizar o ultra-som morfológico) com olhar frio nos chamou para conversar e disse:

 

 “- Mãe, infelizmente não pode fazer nada! Vá para casa e espere o seu filho morrer... Ele não tem condições nenhuma de nascer e vingar!” E continuou... Você já teve outras gravidezes complicadas e já perdeu três filhos, com certeza vocês superarão mais essa. Vocês são novos e podem viajar!

(Obs.: Notem que essas palavras, que eu e o meu marido ouvimos dele, são verdadeiras... Ele não nos poupou de nenhum detalhe!).

 

Saímos do consultório chorando, abalados e mal conseguíamos respirar... Eu queria sumir, queria me matar... Queria arrancar do peito do meu marido mais essa dor, afinal, a mim foi incumbida o dom de ser mães de anjinhos no céu, mas a ele, sobrou a pior parte, que é a de ter que enterrar seus filhos...

 

Depois de algumas horas e completamente sem noção chegamos em casa, abracei o Matheus e eu jurei para o meu marido que daria a minha vida por essa criança que estava carregando.

No dia seguinte, “dia 09/09/99” a nossa médica nos chamou no consultório, nos falou da gravidade, tanto para a minha vida como para a vida do bebê e disse que ela como médica, não poderia ficar parada, esperando o bebê morrer...

 

Com lágrimas no olhar, ela ligou para vários amigos perguntando o que fazer; todos eles se negaram a ajudá-la, menos um, o Dr. Luis Cláudio e toda a equipe do Dr. Moron do hospital e maternidade Santa Joana (Paraíso/São Paulo), Imediatamente fui encaminhada para o hospital, chegando lá, tivemos uma reunião com os médicos que nos colocaram a par da gravidade do procedimento que seria realizado (na tentativa de salvar o bebê, eles iriam fazer uma “aminionfusão do liquido amniótico”), mas para isso eu “Mãe” precisava autorizar, pois, durante o procedimento poderia haver complicações e uma de nossas vidas estava em jogo...

 

Não pensei duas vezes e disse: Dr. podemos fazer já?

 

Sua resposta foi afirmativa e, no mesmo dia deu entrada no hospital e perto das 20h00minhoras fui para o tal procedimento, que nada mais é do que ter que injetar uma agulha de aproximadamente 40 cm pelo meu umbigo, ultrapassar a minha barriga e perfurar a placenta, levando através desta agulha “soro e medicamento para o bebê”. O perigo, todos possíveis e imagináveis, desde uma infecção e uma rejeição, até o rompimento da bolsa ou a perfuração de alguns órgãos do bebê...

(obs: vale lembrar que essa seria a primeira vez que isso era feito, ou seja, era uma nova experiência para todos).

 

Sofri muito... A dor era terrível e o medo ainda maior. Mas graças a Deus, tudo correu bem e depois dessas, fiz mais 6 seções...

 

Eu ficava internada a cada 15dias para fazer a amnionfusão, permaneci de repouso total e absoluto até o dia em que o Higor nasceu e, tinha que beber 5 litros de água por dia e me alimentar de comidas leves, tomava 2 injeções de corticóides por dia fora, as demais para o amadurecimento do bebê e outros tantos remédios... Conclusão: engordei 29 kg.

Os médicos ficaram surpresos com a minha reação e com a receptividade do bebê... Acabamos sendo uma família unida pela vida do Higor.

 

E no dia 26 de novembro de 1999, as 19horas e 59minutos, com 31 semanas de gestação e pesando 2.000 (peso correto ao nascer, 1730 kg e 39 cm) por causa dos medicamentos, nascia o Higor Felipe.

 

Menino forte, menino guerreiro! Menino corajoso, menino vitorioso! Lutou junto comigo, para sobreviver dentro de mim... E, ao nascer, sua guerra aumentou... Com seis meses de vida foi internado as pressas na UTI com um quadro avançado de bronquiolite, causada por um defeitinho no coração, que até então não sabíamos da existência e, com a taxa de oxigenação do celebro ultrapassando o limite mínimo necessário para sobreviver... Ou seja, cheguei ao hospital com o meu filho entre a vida e a morte e muitas enfermeiras não acreditaram que ele sobreviria, porém a sua força de vontade, a sua determinação e sua coragem (que são características que o acompanham e fazem parte da sua personalidade forte e marcante) o fizeram vencer e hoje, esse ser fraco e indefeso comemora 8 anos cheios de alegrias e desafios, mas todos eles com vitórias...

 

Filho, obrigado por você existir em nossas Vidas! Saiba que seremos sempre seus pais e amigos, conte sempre conosco e com a nossa ajuda...

 

Essa é uma pequena parte da minha história!

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- Postado por: (^.^)Obrigada! (^.^) às 08:20






 

 

Filho, obrigado por você existir em nossas Vidas! Saiba que seremos sempre seus pais e amigos, conte sempre conosco e com a nossa ajuda...

 

Higor

Te Amamos Muitoooooo!!!

 



- Postado por: (^.^)Obrigada por Ajudar (^.^) às 07:58